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Bastidor
Flávio trocou de marqueteiro. O recado é para o vereador de cidade pequena.
A Gazeta abriu a cozinha da pré-campanha. O achado: o problema dele é o mesmo do candidato de cidade pequena. Identidade não se constrói em agosto.
O PT montou uma guerrilha de 400 influenciadores. Ignorar isso é erro de amador.
O outro lado tenta imitar à força o terreno onde o campo conservador sempre venceu. Imitação não é autenticidade. Mas é volume, e volume desorganiza quem dorme.
Quem fala com todo mundo não fica na cabeça de ninguém.
O medo de excluir alguém faz o candidato falar com ninguém. Quem quer agradar geral não marca particular.
O cliente não compra o melhor. Compra o que entende mais rápido.
O melhor produto perde todo dia pro mais fácil de entender. E quase ninguém aceita isso.
Marca não é o que você diz. É o que sobra quando você cala.
Toda empresa fala demais de si. A marca de verdade é o que fica na cabeça do cliente depois que o anúncio acaba.
O comitê cheio e a rua vazia.
Tem campanha que confunde movimento com avanço. O comitê fervendo e o voto parado moram no mesmo lugar.