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Eleições 2026
Todo subsídio tem um dono invisível: quem paga sem saber.
O benefício tem rosto e sai na foto. A conta é dividida entre milhões que nunca souberam que pagaram.
Emprego não nasce de discurso. Nasce de quem arriscou o próprio dinheiro.
Ninguém nunca foi contratado por uma frase de palanque. Foi por alguém que pôs o que tinha na mesa.
Imposto é o único preço que você paga sem ver a etiqueta.
Você sabe quanto custou o pão. Não sabe quanto do pão foi imposto. E é de propósito.
O que se vê e o que não se vê.
Toda obra inaugurada com faixa tem uma irmã invisível: o que aquele dinheiro deixou de fazer.
Quando tabelam o preço, some o produto.
Congelar o preço parece bondade. Termina em prateleira vazia.
Não existe de graça: todo programa “gratuito” tem um dono que paga.
A palavra "gratuito" é a mais cara da política. Ela esconde quem paga a conta.
O governo imprime, e o pobre sente no pão antes do noticiário.
A inflação chega na padaria muito antes de chegar no jornal. Quem explica isso na língua do bairro ganha uma conversa que rende voto.
Quem decide a eleição não é quem aparece. É quem é lembrado.
Aparecer todo dia e não ficar na cabeça de ninguém é o pesadelo mais comum da política. E o mais evitável.