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Flávio trocou de marqueteiro. O recado é para o vereador de cidade pequena.
A Gazeta abriu a cozinha da pré-campanha. O achado: o problema dele é o mesmo do candidato de cidade pequena. Identidade não se constrói em agosto.
A campanha digital ganhou malha fina. E quem cai nela é o nome na urna.
Rótulo, CNPJ, prestação de contas, LGPD: o botão de impulsionar virou assunto de quem responde na urna. Três perguntas antes de cada real investido.
O santinho bem impresso não cobre o erro de narrativa.
Candidato gasta fortuna na arte e tostão na história. Aí descobre que papel bonito não conserta enredo torto.
Perguntaram à máquina quem é você. O que ela vai responder?
A IA está proibida de recomendar candidato. Mas vai descrever você, com o que encontrar publicado. Presença organizada virou defesa.
Automação não substitui estratégia. Acelera a que já existe.
Ferramenta na mão de quem tem rumo multiplica. Na mão de quem não tem, só apressa o erro.
O PT montou uma guerrilha de 400 influenciadores. Ignorar isso é erro de amador.
O outro lado tenta imitar à força o terreno onde o campo conservador sempre venceu. Imitação não é autenticidade. Mas é volume, e volume desorganiza quem dorme.
Quem fala com todo mundo não fica na cabeça de ninguém.
O medo de excluir alguém faz o candidato falar com ninguém. Quem quer agradar geral não marca particular.
O candidato vira marca quando para de falar de si.
Quem só fala de si vira folheto. Quem fala da vida do eleitor vira referência.
A pesquisa que mais engana é a que você quer acreditar.
O adversário não precisa fraudar a sua pesquisa. Você faz isso sozinho, quando ela diz o que você queria ouvir.
O cliente não compra o melhor. Compra o que entende mais rápido.
O melhor produto perde todo dia pro mais fácil de entender. E quase ninguém aceita isso.